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Procura-se empreendedor

Por Fernando César Lenzi, organizador do livro Ação Empreendedora

O título deste artigo chama a atenção para uma situação de mercado e para uma das várias polêmicas que rondam o tema empreendedorismo. Estamos cercados de índices que revelam a realidade brasileira e mundial sobre crescimento econômico, desemprego, geração de renda, taxas de juros e empreendedorismo. Mas onde está o empreendedor nisso tudo? Alguns, talvez, diriam que está no centro desta discussão, outros afirmam que é o propulsor disto tudo e, ainda, outra parte dirá que é o motor deste ciclo de desenvolvimento.

De certo todas as opiniões são válidas e refletem uma parte da verdade sobre o tema. Mas há que se entender melhor o papel do empreendedor neste cenário e como ele tem se desenvolvido ao longo dos ajustes de mercado que todos sofrem constantemente. Em um passado mais recente, especificamente desde o ano 2000, podemos acompanhar as pesquisas do GEM (Global Entrepreneurship Monitor), que desencadeiam uma discussão profícua dos índices de empreendedorismo no mundo. Desde o ano 2000 o Brasil ocupa posições de destaque entre os países mais empreendedores, com destaque para o aumento da sua taxa de empreendedorismo, conforme afirma a pesquisa.

Trabalhar e desfrutar o equilíbrio da vida

Por Renato Bernhoeft, autora do livro Família, família, negócios à parte

O executivo moderno vive inúmeros dilemas
para os quais não está preparado, e pior,
também não dá grande importância
até o momento que o efeito se torna doloroso.

Segundo um ditado popular espanhol “se o trabalho faz bem para a saúde, que trabalhem os doentes”. Já para os calvinistas, que procuram manter um hobby como forma de dar um permanente sentido de utilidade a todo seu tempo, inclusive o livre, “o trabalho é uma forma de adoração, o ócio é pecado”. E para Marcel Proust as razões que impedem as pessoas de serem felizes, é o fato de que “estão sempre vendo o futuro melhor do que ele será, estão sempre vendo o presente pior do que ele é, e estão sempre vendo o passado melhor do que foi.”

O executivo moderno vive inúmeros dilemas para os quais não está preparado, e pior, também não dá grande importância até o momento que o efeito se torna doloroso. Impulsionado por um modelo de sucesso baseado, exclusivamente, no trabalho, ele só mais tarde sentirá de que uma carreira brilhante pode ter custado um preço muito alto. Mais do que simplesmente administrar o dilema de “ter ou ser”, ele não percebe de que é possível estabelecer um modelo de sucesso que concilie aspectos profissionais e pessoais. Para tanto basta que ele reflita um pouco sobre seus valores básicos e aquilo que espera da vida.

A fonte da eterna juventude: a última revolução dos líderes!

Por José Luiz Tejon, autor do livro Liderança para fazer acontecer

O líder na sua última revolução descoberta é aquele que não envelhece.
Que mantém viva a luta da vida contra a morte.
É aquele que negocia, surpreende e espanta a velhice preservando sempre
os aspectos e maiores significados do estágio da juventude.

Você já ouviu falar em ”neotonia”? Se você estudou biologia, provavelmente sim! Trata-se agora da última grande revolução das características dos líderes modernos. O significado vem da biologia, e retrata um organismo que conserva as características juvenis nos adultos de uma espécie. Também é usado em ontogênese, ciência que estuda o desenvolvimento de um indivíduo no período da formação embrionária até a geriátrica.

Qual a diferença entre um líder neotênico e o outro? Segundo os pesquisadores e professores de Harvard, Bennis e Thomas, é a mais importante e singular característica encontrada em todos os grandes CEO’s e líderes estudados nas suas pesquisas: a fonte da eterna juventude. Trata da manutenção de características infanto-juvenis, mesmo num ser adulto. Isso o predispõe geneticamente estar sempre, por exemplo, utilizando o sorriso com o mesmo poder que as crianças o fazem com seus pais. Isso libera num adulto o hormônio calmante denominado oxitocina – um extraordinário antídoto anti-stress.

Por que o sonho de ter uma empresa morre antes que ela complete cinco anos?

Por Luiz Fernando Garcia, autor de O inconsciente na sua vida profissional

Enquanto é preciso assumir riscos maiores,
e para isso é necessário um idealizador
de pulso firme para ser bem-sucedida,
a empresa criança tem poucas diretrizes,
poucos sistemas, procedimentos e orçamentos.

O que provoca o nascimento de uma empresa? Não é a assinatura do estatuto social, e sim quando algum risco é assumido como, por exemplo, o abandono do emprego antigo, o pagamento do primeiro aluguel do novo escritório, a responsabilidade da entrega do primeiro pedido. Quando o risco assumido for substancial, a organização deixa de ser sonho e passa ao estágio seguinte de desenvolvimento, denominado infância.

Uma vez assumido o risco, ele tem que ser coberto. Dinheiro é necessário para pagar as contas. Para muitas empresas novatas, a passagem das ideias aos resultados é um momento penoso e exasperante. As relações em uma empresa são como na vida real: antes de um casamento há o namoro, onde tudo é belo. É comum as pessoas dizerem, “antes do casamento conversávamos o tempo todo, mas agora nunca nos vemos”. Em contrapartida, quem está sendo cobrado responde, “mas quando nos casamos decidimos que queríamos estabelecer família e comprar uma casa, e isso exige dinheiro”.

Seja um Líder: você merece ascensão em sua carreira

Por Reinaldo Passadori, autor do livro As sete dimensões da comunicação verbal

No mundo dos negócios, como sabemos, impera a lógica de mercado. Para os profissionais, que recentemente se inseriram nessa realidade, a perspectiva é um imperativo para sua realização profissional. Em tempos em que a tecnologia acelera os processos em âmbito global, é certo dizer a famosa frase que assusta os profissionais mais experientes e excita os profissionais mais jovens: “O futuro já chegou”.

Nesse contexto, “profissional de futuro” é o profissional que já pode contar com uma espécie de “chip novo”, ou seja, suas características marcantes são a criatividade, a agilidade e a iniciativa em todas as suas atividades no universo corporativo. Esses diferenciais inovadores se articulam com a visão panorâmica desse novo profissional, porque ele deve pensar além de seu tempo e “ver além do que se vê”, daí a importância da perspectiva.