Por Miguel Sarkis, autor do livro A construção do corredor
A Corrida de São Silvestre que neste ano contará com a presença de 20.000 corredores inscritos, será a maior prova de 15km do Brasil, até hoje realizada. Além de receber a fama de uma das mais importantes do calendário mundial de corridas rústicas, a São Silvestre terá mais esta característica.
Se não bastasse a tradição, o grande volume de inscritos, além da localização exemplar para a largada, no caso a Avenida Paulista, que emociona a todos, mais o povo que vai as ruas, tradicionalmente levar o apoio e o carinho aos participantes, indiscriminadamente, por esses e outros motivos o corredor terá uma das tarefas mais difíceis e diga-se, na parte mais fácil da prova.
Por se tratar de largar dentro do ritmo apropriado para cada indivíduo e o volume de pessoas que insiste em largar muito rápido, e muitas vezes além do que poderia suportar, ela se torna a prova mais difícil de ser administrada, pelo simples fato de que a energia gasta prematuramente, será duramente cobrada pelo organismo, nos restantes 10km da prova e que tem como ingrediente principal a subida da Brigadeiro Luis Antônio.
É fato simples de ser analisado: você tem como energia de uso rápido, o Glicogênio muscular e visceral. Para não super utilizar esta fonte de energia, é necessário que o corredor tenha se alimentado muito bem e nas horas que antecedem a prova, deverá hidratar-se muito bem com água, isotônicos e carboidrato concentrado, caso seja de seu conhecimento e utilização.
Para entender: a energia que gastamos quando corremos, deve ser utilizada de forma progressiva e de acordo com as características de seus treinamentos diários, ou seja, se você treina regularmente e por um ritmo de treino constante (não realiza treinos mais rápidos), seu ritmo inicial deverá ser igual ao final e idêntico aos seus treinamentos.
1) Os caminhantes poderão aproveitar o percurso para andar tranquilamente por onde normalmente não se pode andar a pé.
2) Ainda na qualidade de caminhante mais treinado, poderá intercalar caminhada e corrida por espaços que não tragam muito cansaço para o praticante.
3) Se você é um corredor que realiza sessões de tiros e ritmos por alguns meses e anos, poderá realizar um ritmo mais progressivo, ou seja, iniciando no ritmo fraco e passando progressivamente aos ritmos idênticos aos de treinos fortes.
4) Casos mais avançados de treinamento, onde se caracteriza o corredor de elite, o ritmo será mais forte a medida que este puder manter por mais tempo.
Na verdade, o ritmo de prova depende da percepção do praticante e deve ser administrado muito rigorosamente nos seus primeiros quilômetros, quando o organismo ainda descansado, se encontra equilibrado.
No mais, Boa Sorte e Ótima Prova!

Gostou do post?
Então conheça o livro A construção do corredor no site da Editora Gente.